Vejam um ciclista, ele gosta de ajudar as pessoas e de preservar a natureza

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Depoimentos


Autor: Yuri Guenov
Data: 23Mai2006
Assunto: 3ª Volta do Lago Caixa
Fonte: E-mail

Título: 3ª Volta ao Lago Caixa-Extrapolando Fronteiras

Caros irmãos Rebas (já me considero um, que Chic!),

Mais uma vez, todos se superaram e deram exemplos de companheirismo, solidariedade, fraternidade e humildade neste último evento. Como eu já havia escrito antes, a estória Rebas só pode ser contada com o conjunto dos relatos e superações de cada irmão Rebas, pois só assim teremos a real dimensão do quão grande somos se estivermos juntos. Então, aqui vai mais uma pequena contribuição.

Este evento, apesar de ser em sua maioria realizado no asfalto, traz dificuldades que não encontramos na maioria das trilhas que fazemos: condutores de veículos automotivos irresponsáveis, a preocupação com a segurança e integridade física dos competidores (e com a nossa, também), poucos pontos de hidratação e apoio aos ciclistas e a enorme dispersão que houve entre os ciclistas.

Não preciso elencar todas as dificuldades em relação aos problemas gerados pelos irresponsáveis condutores de automóveis que causam riscos e acidentes a ciclistas e pedestres. Tais dificuldades até estimularam a criação de uma Organização Não-Governamental para tratar do assunto (ONG - Rodas da Paz), uma vez que ocorre omissão por parte das autoridades competentes. Com isso, não pudemos desfrutar integralmente do passeio/trilha, nem tão pouco do belo cenário que é esta maravilhosa cidade, mas nem por isso deixamos de ser Rebas. Superamos tais limitações e "cumprimos nossa missão". Esse evento, pelo menos para mim, serviu mais uma vez para ratificar a necessidade que temos de reeducar à população em relação às normas de trânsito, apoiando e incentivando a ONG - Rodas da Paz. Mais de uma vez, e creio que com quase todos os irmãos ciclistas, diversos veículos transitaram a poucos centímetros de distância, a uma velocidade estupidamente alta em relação ao ciclista. Fiquei pensando se algo de ruim acontecesse a alguém. Quando terminei o percurso e percebi que o máximo que os irmãos sofreram foram cãibras e pequenas escoriações, confesso que fiquei aliviado. Mas vale pensarmos em como melhor contribuir para o evento, no próximo ano, pois poderemos sugerir um percurso alternativo, onde poderemos evitar pontos perigosos, como a EPIA - Estrada Parque de Indústria e Abastecimento (no final da Asa Norte) e sua ligação com o Lago Norte, a passagem sob a Ponte Costa e Silva e a ligação entre a Av. L2 e o Eixo W (final da Asa Sul). Podemos até sugerir a inclusão do Balão (rotatória) do Aeroporto, uma vez que o evento constitui uma volta ao lago e não uma travessia sobre o lago. Enfim, temos muito o que discutir ainda.

Além disso, como tínhamos a preocupação em acompanhar os competidores, garantindo-lhes segurança e integridade física, muitas vezes, para não dizer sempre, tivemos que nos submeter a um ritmo de pedalada inferior ao que estamos acostumados, mantendo uma média de velocidade a quem do que poderíamos. Com isso, certamente ficamos muito mais tempo sobre o celim, causando um desconforto maior ao nosso tão sofrido "sentador". Realmente, fiquei pensando em economizar um pouquinho só para comprar um celim ainda melhor. Havia momentos que eu não encontrava posição alguma: de lado, para trás, mais pra frente, do outro lado, agora do outro, nada dava jeito nas dores e dormências características. Isso vez faler cada ponta da minha mais nova estrela Rebas.

Como o evento era uma corrida de revezamento, nós fomos coadjuvantes ao espetáculo, e nem poderia ser diferente. Entretanto, mesmo prestando um auxílio à organização do evento, houve poucos pontos de hidratação e/ou alimentação. Isso fez com que, além das preocupações já mencionadas, tivéssemos que racionar nossas reservas hídricas e alimentares, um verdadeiro teste para o irmão Rebas. Alguns, como o irmão Gino, levaram tantas garrafas que suas "magrelas" ficaram tão descaracterizadas que mais pareciam aquelas bicicletas de caixeiro viajante, de tantos badulaques e apetrechos. No entanto, isso nos demonstrou como o ser humano é criativo. O Gino (bola da vez, hein irmão?) até colocou caramanhola de ponta-cabeça, numa verdadeira demonstração artística de quanto menos espaço, melhor. Além de acompanhar a prova, Gino fez vídeos e fotografias ao longo de todo o percurso, às vezes parado, às vezes em movimento. É isso aí, irmão. Não há limites para um Rebas. Ainda vou lhe escrever solicitando dicas e palpites para prender alforges e bolsas, futuramente.

Para completar, e não menos importante item a ser lembrado, devido às características do evento, tivemos que nos dispersar. Certamente, tínhamos a responsabilidade para com os competidores e com a organização do evento, mas nós estamos acostumados à constante presença dos irmãos Rebas, sempre ao nosso lado, incentivando e nos ajudando a nos superar individual e coletivamente. Entretanto, muitas vezes nos vimos sós, acompanhando um ou dois corredores e, às vezes, até sem qualquer contato visual com algum irmão ciclista. Mesmo estando na cidade, aqui vale uma importante recomendação: da necessidade de um intercomunicador. Por mais simples e óbvio que pareça, fiquei pensando quando uma situação dessas ocorrer numa trilha. A ausência de um rádio de comunicação conectado com o grupo pode ser um problema quando estivermos isolados. Neste evento, como o nosso irmão Wellington ARANHA já relatou, houve um problema mecânico e sua corrente se partiu. Felizmente, nosso irmão me permitiu auxiliá-lo e pude emprestar ferramentas para retirar o elo quebrado e reconectá-la aos elos restantes. Até o Fernando (FEFÊ) apareceu e nos auxiliou com sua técnica impressionante. Sem aquele alicate, realmente não teríamos conseguido. Muito obrigado, Fernando e Wellington. Vocês me permitiram poder ser útil mais uma vez. Essa oportunidade jamais será esquecida. O que nos faz lembrar que sempre devemos trazer conosco ferramentas, peças de reposição e, é claro, disposição para ajudar e ser ajudado. Valeu ARANHA!

Dessa forma, e tentando não ser mais prolixo do que já sou, agradeço ao grupo Rebas por terem me aceitado tão bem quanto a um irmão querido. Sinto-me, realmente, como já disse antes, entre verdadeiros amigos. E que venham as pirombas...

Fraternalmente e muito agradecido,

Yuri Ghenov

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